Confissões Semi-intensas

03:08 Lauana Buana Fidêncio 0 Comments



De doer, o intransitivo, o silente de poeira que toma morada atrás das portas. 
O arrastar-se esmaecido dos pequenos fracassos. O tudo que tange ao nada. O tudo ínfimo, atomístico, coisa de pouca monta... o à beira de extinguir-se, o abismo costurado com improvisos.

O dente partido, a cizânia a brotar pelos cinzeiros... a faca de mesa da rotina, o vento que lambe as pernas do dia e não me dá notícias, a mim que seco, a não ser pelas frestas das janelas. 

Autômatos entre paredes, longe das gaivotas ou das cinzas, longe das tempestades ou dos agapantos que definham nos canteiros.

Longe como um grito dentro de um sonho, longe escuto sinos, ou seriam cantigas de roda?








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