Ruínas da Babilônia

19:25 Lauana Buana Fidêncio 0 Comments




Sim, haveria de desculpar-me ante... Desculpar-me por ser aquilo que eu era! Como se isso mudasse uma vírgula dentro ou fora das minhas mágoas, como se essa banalidade mudasse a pressão barométrica ou a temperatura das correntes frias, como se isso extirpasse a voragem dos meus olhos ou aplacasse os furacões!

Desculpar-me-ia pelo fato de eu ser o que eu era: um reles cativo-abúlico-domesticado monstro! E assim, feitas as cerimônias e polidas mensuras, voltaria para minha gaiola, apenas um pouco ensimesmada e cansada com a volubilidade dos corações humanos.

Afinal, a verdade era um abismo e se não o querem, eu o guardo. Tenho comigo milhões de metros cúbicos de silêncio na alma, eu, que nasci para verdades devastadoras.

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