Equivalência de Pesos e Medidas

21:31 Lauana Buana Fidêncio 2 Comments





O que há dentro do vazio, mais vazio? Ou de estar cheio de vazio o vazio se torna, de certo modo, preenchido?

O que há nos seus olhos que me devolve às angústias dessa armadinha semântica, assim nas horas mais inesperadas?

Às vezes, de tanto olhar para o nada, concluo certas coisas, inclusive sobre a falácia das conclusões..., todavia, certas intermitências certamente confundem-se, sem contradições aparentes ou profundas, com a veemência daquelas certezas conclusivas.

Como, por exemplo, o fato de que pessoas como nós estão, por definição, quebradas, chérie! Fodidas, por princípio e em última e derradeira instância.

E que haveremos de fazer um esforço descomunal para alçar àquilo que o resto tem com a gratuidade sádica do acaso. E haveremos de morrer em cada gesto que para o resto não há de custar nada além do que, por definição, haveria de ser tal gesto: a leveza, a desreflexiva ação de ser/estar ou a fluidez de apenas mover-se sem sentir o peso das próprias e alheias fraturas.

E nós cá estamos de mãos quebradas, chérie... enferrujando e pesando paradoxos de sentido, retesando os tendões no antever dos estilhaços das nossas próprias fachadas. Nós, que cá estamos praticamente a transbordar, e transbordar de puro irremediável, inexpugnável vazio, vazio que não se dissipa nem se comunga, vazio de se curtir por dentro como o lodo que um dia haverá de afogar-nos em delicado e derradeiro silêncio.

2 comentários:

Vanessa Pollon disse...

Olá, gostei do blog.
Como diria um amigo meu "muitíssimo fino e de bom gosto" :P
Gostaria de entrar em contato, tem algum e-mail?

Kamikaze Kiwi disse...

Olá Vanessa, muito prazer, obrigada pela visita, e pelos elogios, tenho e-mail sim, mas o facebook é mais dinâmico, me add lá: Lauana Buana Fidêncio

Bj grande!