Flash Mob

22:06 Lauana Buana Fidêncio 2 Comments

E se eu pudesse dava as costas a esse mundo de merda e ia pra marte... verdade que o que mais quis nessa vida foi mesmo ser astronauta. Acho que eu suspeitava que no espaço há de haver menos aborrecimentos...
E mataram o Osama Bin Laden e estão comemorando como se tivessem ganhado um ouro olímpico. Mataram e saíram pra rua pra comemorar e pra nos fazer assistir o espetáculo entremesclado de prazer de bestialidade que é ver gente gritar em nome duma tal pátria da liberdade...
__ E eis como qualquer vaga idéia de mundo mais ou menos civilizado é que vai indubitavelmente pro espaço em meu lugar...
Porque diabos insistiram tanto para que acreditássemos que nascemos num mundo onde a barbárie não podia mais ser assim tão explícita? Afinal explodir a cabeça de um homem no meio da noite me parece ser bem explícito, além de ser de péssimo gosto. O corolário explícito de uma barbárie metódica e faustuosa.
Mas não se trata da morte, a morte é a coisa mais cotidiana do nosso mundo. A morte é sempre mais pontual que o nascer do sol.
__ Sei que para cada palavra que eu escrever em vida haverá dez cadáveres injustamente apodrecendo em algum ponto da terra. E que para cada protesto de minha pena uma rajada de AK47. Não sou tão ingênua, mas também não pensei que pessoas nesse século ainda poderiam simplesmente engolir como heróico ou libertário tamanho vitupério.
Erraram nossos pais ao acreditar que nasceríamos em um mundo sem os medos do passado. Erraram bem feio pois sim. Eu pelo menos tenho medo de um mundo que ainda aceita e louva com bandeirolas em punho tamanha putaria.
__ Não que eu ignore que se pode tudo, desde que se tenha cacife pra se vender o peixe, ainda que podre. Não que eu não soubesse que apenas nós, os delicados, é que haveríamos de engasgar com a espinha.
Mas ainda assim... se eu pudesse fugia pra marte, onde o silêncio não há de pesar tanto quanto o que recai sobre nossos fracos ombros de não poder nada.
__ E justo eu que sempre reluto em me manifestar sobre as coisas que se sucedem no mundo. E eu que não sou da seção de atualidades, quando finalmente me deixo levar, eis que me sinto com 15 anos de idade, escrevendo redações escolares cheias de opinião, porém sem a menor utilidade...
Me sinto como alguém que se dá conta de que não pode nada no mundo. A minha pena não pode mais que a espada. A pena de nenhum dos meus amigos pode mais que uma mina terrestre dentre milhões de minas terrestres que estão armadas no mundo. Essa certeza se apresenta e salta da minha página.
Que merda... será que se eu falasse de sexo conseguiria mais leitores?
__ Mas que merda de dilema é esse ó Musa da poesia?!

2 comentários:

Velharia disse...

E se você falasse da ultima noite de sexo do Bin Laden?

E se você falasse que estava escrevendo nua e escondeu a caneta e imaginaou a ultima noite de sexo do Bin Laden?

E se você fizesse uma historia tórrida e sex do primeiro casal de coelhos que fez sex mais de uma hora seguida?

E se você fizesse uma operação de sexo, virasse homem e depois disso passasse a gostar de homens?

E se você fizesse uma historia onde você encocha sua mãe no tanque?

E se fosse uma escola que era proibido estudar portugues?

Eu acho que entendi de novo... Êba!
Como tô sabido...

Maria João disse...

Sou sua trans-vizinha de blog. Gostei da acidez.