Dos diálogos inúteis, mas tão inúteis que nem aconteceram...

22:47 Lauana Buana Fidêncio 1 Comments

Não nasci para beber água...
__ Que tal eu beber quatro litros na segunda e ficar o resto da semana sem chateação?
__ Impossível senhora...
__ Bem que eu suspeitava.
Será que terá de ser assim pra sempre?
__ Prá sempre não senhora. Sua ficha diz que a senhora não viverá muito...
__ Bem que eu suspeitava.
Nasci foi para os destilados. O lento da morte lento-rápida que escolhemos ao bel-prazer, ao acaso, ao meio-dia, ao lusco-fusco da noite, aquilo que escolhemos de oitiva, aquilo que alcança a oitava...
__ Que oitava?
__ Tanto faz, tudo termina em dó...
__ Ou em culpa, poderia acrescentar senhora!
__ Tanto faz...
Um porre homérico... um daqueles em que o lema do copo fosse justamente: “Bota pra fudê ...”.
E por quê?
Para quê?
De onde veio a sede e para onde vai o choro?
__ Ninguém há de responder a tais mistérios...
__ Bem, a lágrima se forma no canal lacrimal...
__ Ora cale-se seu bastardo intelectual de uma figa. Não estou à cata de definições do Aurélio. Quero é a vida respondendo a vida sobre aquilo que na vida a vida não alcança.
__ Mas que vaca pretenciosa é você!
__ Só por hoje, amanhã te mandarei gerânios...

1 comentários:

Velharia disse...

Eu não gosto de agua...