Engenharia Reversa I

20:03 Lauana Buana Fidêncio 1 Comments

A ciência que exige
A constância
A ruminância
A indecência
De ter carne
Um par de olhos
E um daqueles sorrisos ternos
(com duas covinhas sinceras)

É um triste inferno
Um oboé eriçado
Um mimo pequenino esganiçado
Logaritimo acossado em paciência
Sob uns mil costados de astúcia
Argúcia e água de cheiro

Nesse ínterim:
Entre um e outro polo
Adensado e petroquímico
Um abismo adunca-se
No ventre aviltado da alma
Na calma relvosa de boi manso
Na moagem calma de bons princípios
Um delicado haverá de abandonar-se
Da densa altura do edifício
(Em mais um dia meio sínico...)
...

1 comentários:

Velharia disse...

A força dessas três estrofes entorta o tempo.